Arquivo da categoria: Linha de Sangue

Linha de Sangue | Capítulo 40 | ÚLTIMO

Linha de Sangue_AATV

|“Esta é uma obra de ficção coletiva baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade”.

CENA 01. SEDE DA MUJER. SALA DE REUNIÃO. INTERIOR. DIA:

Todos encaram o Victor, apreensivos.

GAEL – Diga logo.

VICTOR – Eu gosto de deixar minha plateia curiosa, mas vamos aos fatos.

Ele senta na cabeceira da mesa e encara os presentes.

FLASHBACK 01. CASA DA ELVIRA. SALA. INTERIOR. DIA:

Elvira está sentada no sofá conversando com alguém que CAM não mostra quem é, porém percebe-se que o alguém é uma mulher.

ELVIRA – Estou tão preocupada com a Lúcia, as notas dela não estão boas e eu não sei o que fazer.

O alguém a responde em off.

ELVIRA – É mesmo, você está certa. O melhor a fazer é conversar com ela e ver o que anda acontecendo.

O alguém faz que sim com a cabeça. Barulho de chaleira. Elvira levanta, mas o alguém segura sua mão e levanta.

ELVIRA – Agradecida.

O alguém levanta e entra na cozinha.

CENA 02. SEDE DA MUJER. SALA DE REUNIÃO. INTERIOR. DIA:

Todos prestando a atenção no Victor.

LÚCIA – Quem é essa pessoa?

VICTOR – Plateia chaaaaata. Continuemos.

Ele sorri e todos o encaram.

FLASHBACK 02. CASA DA ELVIRA. COZINHA. INTERIOR. DIA:

O alguém tira a chaleira do fogo. O alguém tira do bolso um frasco com um pó branco e o despeja na água quente.

FLASHBACK 03. CASA DA ELVIRA. SALA. INTERIOR. DIA:

O alguém já sentado serve as xícaras. Elvira pega a sua e mexe no saquinho de chá. O alguém faz o mesmo.

ELVIRA – Como anda sua vida? (pausa) O amor.

O alguém fala em off.

ELVIRA – Tenho certeza que ele vai prestar atenção em ti… um dia.

Elvira bebe o chá e o alguém finge beber.

ELVIRA – (pausadamente) Delicioso.

O alguém concorda com a cabeça.

CENA 03. SEDE DA MUJER. SALA DE REUNIÃO. INTERIOR. DIA:

Victor levanta e se serve de uísque.

LÚCIA – Não enrole mais Victor.

VICTOR – Não vou… o mistério está encerrado… quem matou a Elvira foi a minha querida esposa, Bianca.

LÚCIA – O que?

LAURA – Foi essa que a Marilda matou?

GAEL – Exato.

LÚCIA – Mas porque ela fez isso?

VICTOR – Não é obvio? Ela sempre foi apaixonada por mim e queria a Marilda fora da cidade e matando a Elvira, a Marilda teria o que ela queria: dinheiro.

LÚCIA – Você sempre soube disso?

VICTOR – Não… eu só fui saber quando ela morreu. Eu realmente achava que tinha sido a Marilda, mas a minha esposa me deixou um pequeno testamento.

LAURA – E o que dizia nesse testamento?

VICTOR – Poucas palavaras. Ela dizia que a casa seria minha quando ela morresse, que queria ser cremada e que tinha matado a Elvira.

LÚCIA – E mesmo assim você acusou a Marilda de ter matado a Elvira na minha festa.

VICTOR – Eu achei que já estava na hora de você saber a verdade. Alias, de nada.

GAEL – Eu não esperava por isso.

LAURA – E nem eu.

VICTOR – É só isso? Então eu já vou indo.

LÚCIA – Espera! Quem é o infiltrado?

VICTOR – Muitas revelações pra um dia só.

Ele sai. Laura, Lúcia e Gael se entreolham assustados.

CENA 04. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIAS-NOITES:

Dias e noites se passando. Pessoas e carros passando pelas ruas de São Paulo, sempre movimentadas.

CENA 05. PENSÃO DA DALVA. SALA. INTERIOR. DIA:

LEGENDA: DIAS DEPOIS…

Imaculada está tricotando e Ivan está ao seu lado.

IVAN – Será que podemos conversar?

IMACULADA – É claro.

IVAN – Eu quero ficar aqui, voltar a morar aqui… a pensão é sua, não é isso que eu quero. Eu só quero morrer no lugar em que conheci a Dalva,

IMACULADA – E você ainda pergunta? É claro que pode. Nós tivemos problemas, eu disse muita coisa que não deveria… eu só não queria perdê-la.

IVAN – Nem eu… e você não disse nada além da verdade e eu agradeço por me mostrar o quanto eu estava errado.

IMACULADA – Não precisa agradecer.

Eles se abraçam e cena congela.

CENA 06. APARTAMENTO. SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA:

LEGENDA: PARIS

Leandro e Juliano estão sentados no sofá. O primeiro mexendo no notebook e o segundo desenhando.

JULIANO – Acabei.

Ele mostra o desenho ao Leandro.

LEANDRO – Eu sou lindo até em desenho.

CAM mostra o desenho que é o Leandro.

JULIANO – Eu também quero ser seu modelo.

LEANDRO – Então eu te fotografar.

Eles levantam. Juliano faz poses e o Leandro tira as fotos.

LEANDRO – Eu te amo.

JULIANO – Eu é que te amo.

Eles sorriem e se beijam. Cena congela.

CENA 07. PRESIDIO FEDERAL. CORREDOR. INTERIOR. DIA:

Um guarda entra no corredor carregando uma bandeja com comida. Ele se abaixa e abre  a porta e entrega um prato a Marilda que tira uma faca de plástico do bolso e o corta.

Ela sai correndo.

CENA 08. PRESIDIO FEDERAL. CORREDOR. INTERIOR. DIA:

Marilda entra no corredor correndo e é surpreendida por dois policiais que miram o revólver nela.

MARILDA – (ofegante) Eu só quero voltar pra minha cela… por favor, me tira daquele inferno.

Eles não respondem. Um homem de jaleco surge em meio a esses policiais e se aproxima dela.

MARILDA – Quem é você?

HOMEM – Eu sou o médico da prisão e vou te ajudar.

MARILDA – Obrigada, obrigada.

Ele sorri e tira uma siringa do jaleco e aplica no pescoço dela. Ela cai nas mãos dele e ele beija a testa dela.

HOMEM – Tudo vai melhorar querida.

FADE OUT.

CENA 09. RUA. EXTERIOR. DIA:
FADE IN. Andréia está em frente a uma boate. Ela pega o celular e faz uma ligação.

ANDRÉIA – É o lugar perfeito G! Só precisa de uma reforma, mas a boate Hilda Furacão vai nascer querido.

Ela desliga e encara o local.

CENA 10. MANSÃO DUARTE DOS SANTOS. FRENTE. EXTERIOR. DIA:
Laura bota uma caixa de correio no gramado frente a casa e nela está escrito DUARTE DOS SANTOS. Ela se vira e vê o Gael, se aproxima dele. PLANO DETALHE: uma outra caixa de correio está no chão e nela está escrito CAMPOS MELO.

LAURA – agora a casa é finalmente nossa. E não tem mais nenhum vestigio de Campos Melo nela… e a boate?

GAEL – A Andréia adorou o lugar.

LAURA – Que ótimo! Eu quero conhecer.

GAEL – E você vai meu amor.

Eles se beijam.

CENA 11. MANSÃO DUARTE DOS SANTOS. SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA:
Zeca e Lúcia estão sentados no sofá, se beijando.

LÚCIA – O Gael vai vim morar aqui e você?

ZECA – Eu e o Zequinha aqui? Acho que não.

LÚCIA – Ain Zeca… eu você trabalhamos o dia inteiro, quase não sobra tempo. Eu preciso dormir e acordar contigo todos os dias.

ZECA – Tudo bem… me convenceu.

Eles se beijam.

CENA 12. JOALHERIA. INTERIOR. DIA:

LEGENDA: RIO DE JANEIRO, UM MÊS DEPOIS…

Tales entra na loja e é atendido por um homem.

HOMEM – O que o senhor deseja?

TALES – Quero dar um presente a minha amada.

HOMEM – Sortuda ela. Tem um anel de diamante que tem saído muito.

TALES – Deixa eu vê-lo.

Maria surge atrás dele e aponta uma arma na cabeça do Tales.

MARIA – Passa tudo ou eu mato ele.

HOMEM – (nervoso) Ok, tudo bem. Não faça besteira.

Ele começa a entregar as joias para a Maria.

MARIA – O dinheiro também.

Ele dá o dinheiro do caixa pra ela. Ela sai correndo.

TALES – Meu deus! O senhor chamou a polícia?

HOMEM – Chamei, mas não vai adiantar de nada.

TALES – Mas não tem câmeras aqui?

HOMEM – É mentira esses avisos… ai meu deus! Eu não lembro do rosto dela direito, eu estava tão nervoso.

TALES – Eu nem a vi… não estou me sentido bem… é melhor eu ir pra casa.

HOMEM – Mas senhor…

TALES – (corta) Eu volto outro dia.

Tales sai.

CORTA PARA BECO/

Tales entra no beco e encontra a Maria contando o dinheiro.

TALES – Nós somos ótimos nisso.

MARIA – É claro que somos.

Eles se beijam e cena congela.

CENA 13. PRAÇA. EXTERIOR. DIA:

Andréia e Zeca estão caminhando pela praça. Zequinha no meio deles. Eles riem, brincam e conversam em off. Zequinha os beija e cena congela.

CENA 14. BOATE HILDA FURACÃO. BAR. INTERIOR. DIA:

Homens entregam caixas de bebidas ao barman. Gael sai da sala e se aproxima dele.

BARMAN – A grande inauguração é hoje

GAEL – Eu sei meu querido e eu quero tudo perfeito.

Ele ergue os braços, sorri e cena congela.

CENA 15. MANSÃO DUARTE DOS SANTOS. SACADA. INTERIOR. DIA:

Laura e Lúcia estão em pé na sacada.

LAURA – No fim deu tudo certo.

LÚCIA – Nossa mãe estava certa.

FLASH da Elvira dando banho na Laura

ELVIRA – (off) Não se preocupe minha linda. Eu tenho certeza absoluta que tudo vai dar certo.

Elas se abraçam e cena congela.

CENA 16. PRESIDIO FEDERAL. FRENTE. EXTERIOR. DIA:

LEGENDA: ANOS DEPOIS…

A porta abre e Marilda sai com o cabelo todo bagunçado, roupas surradas e cambaleando. Victor está esperando ela.

VICTOR – (off) A vida é realmente muito irônica, enquanto você aí de casa ficava tentando descobrir quem matou a Elvira…

Marilda e Victor saem andando.

VICTOR – (off)… minha preocupação era achar a Elvira. Pois é. Ela está viva e estve todo esse tempo próximo da gente.

Eles se aproximam de um carro preto.

VICTOR – (off) Exatamente! A Elvira era o meu infiltrado, a Elvira era meus olhos… e você deve está se perguntando porque todo aquele terror psicologico com a Marilda e eu lhe respondo: revenge.

A janela do carro abre e uma mulher bem velha e de cabelos brancos aparece. Ela sorri pra Marilda que a encara.

VICTOR – (off) A vingança move tudo e todos. Seja bem-vindo a realidade… ah e mil desculpas por engar você durante todo esse tempo. Mas a pressa é a inimiga da perfeição.

Marilda encara a mulher e o Victor, sem entender.

MARILDA – Elvira?

ELVIRA – Marilda.

MARILDA – Você está viva? Meu deus!

ELVIRA – Eu sei, mas deixamos isso de lado e focamos em dinheiro. Eu quero o que é meu de volta e não vou medir esforços para tê-lo.

CLOSES ALTERNADOS entre eles. FADE OUT.

VICTOR – (off) Boa noite leitores.

FIM

| Linha de Sangue – Seg à Sex – 21h15 

18s17s

Linha de Sangue | Capítulo 39 | PENÚLTIMO

Linha de Sangue_AATV

|“Esta é uma obra de ficção coletiva baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade”.

CENA 01. BOATE SEXUS. BAR. INTERIOR. NOITE:

Gael está sentado no bar bebendo um uísque. Ele encara uma foto dele com a Elvira que está no painel do bar.

ELVIRA – (off) Quantos meses fazem? Você…

Dialogo continua na próxima cena.

FLASHBACK O1. ESTRADA DE TERRA. EXTERIOR. NOITE:

Elvira está segurando um bebê no colo, frente ao Gael. Dialogo continuado.

ELVIRA -… esqueceu de mim Gael. Achei que fosse me deixar. Não esqueça que eu sou sua melhor cliente.

GAEL – Eu sei disso, mas não tenho culpa que você mora nesse fim de mundo. E que criança é essa?

ELVIRA – Minha mais nova filha…

Dialogo off.

CENA 02. BOATE SEXUS. BAR. INTERIOR. NOITE:

Gael sorri e se serve de mais úisque. Ele pega o celular e faz uma ligação.

GAEL – Faz mais de vinte anos que a conheço e quase nove que ela morreu. Ela morreu do nada! Eu não soube como e não sei até hoje.

VICTOR – (off) Boa noite Gael. Tem certeza que quer saber quem matou a Elvira?

GAEL – Certeza absoluta. Me conta.

VICTOR – Eu não me apresento sem uma plateia. Amanhã na Mujer eu conto, chame a Laura, a Lúcia e quem mais você quiser.

Gael desliga e encara a foto mais uma vez.

CENA 03. PENSÃO DA DALVA. SALA. INTERIOR. NOITE:

Imaculada está dormindo no sofá. Ivan entra na casa (segurando uma mala) e se aproxima dela. Ele põe a mão no ombro dela e ela acorda.

IMACULADA – Ivan… eu não esperava te ver novamente, não antes do Natal.

IVAN – Eu estou melhor Ima, eu juro.

IMACULADA – E eu fico muito feliz em saber disso… a Dalva também está.

IVAN – Eu sei… mas além disso, eu vim pro enterro do Carlos.

IMACULADA – Eu soube que ele foi preso, mas não sabia da morte dele.

IVAN – Ele se matou e deixou um bilhete pra mim… “vai se foder” era o que dizia.

IMACULADA – Então quer dizer que…

IVAN – Eu o denunciei.

IMACULADA – Nossa eu realmente não esperava por isso.

IVAN – Será que ainda tem um quarto pra mim?

IMACULADA – É claro que tem.

Ela levanta e sobe as escadas. Ivan vai atrás segurando a mala.

CENA 04. BOATE SEXUS. BAR. INTERIOR. NOITE:

Ele ainda bebe. Andréia sai de um corredor usando pijama.

ANDRÉIA – Não vai dormir.

GAEL – Eu não consigo, eu preciso pensar no que fazer. Eu odeio ficar parado!

ANDRÉIA – Nós não iamos abrir uma boate nova?

GAEL – E se ela fechar novamente? E se você perder o direito de ver o Zequinha? Eu não quero arriscar.

ANDRÉIA – Nós vamos fazer as coisas direitas dessa vez. Sem pegar o dinheiro das meninas e sem sexo num estabelecimento público.

GAEL – E aonde eles vão fazer sexo?

ANDRÉIA – Eu achei um terreno perto de um motel. A gente poderia fazer um acordo com eles: nós damos clientes e eles nos dão clientes.

GAEL – Como assim?

ANDRÉIA – Nossas meninas levam os clientes para o motel, o que vai gerar clientes para eles e em troca, eles distribuem flyer da boate.

GAEL – Ok e qual vai ser o nome da boate?

ANDRÉIA – O nome dessa boate é uma homenagem a Roque Santeiro, a próxima será uma homenagem a Hilda Furacão. Yes! Esse é o nome: Hilda Furacão.

Gael levanta o copo e Andréia sorri para a câmera.

CENA 05. COMPILADO DE CENAS. INTERIOR. NOITE:

1, PRESIDIO FEDERAL – CORREDOR

Uma guarda anda de ponta a ponta no corredor. Uma corpo surge em meio a escuridão.

GUARDA – Ei quem está aí?

Não responde. Ela se aproxima da silhueta. A pessoa ergue uma faca e a golpeia a guarda. E em seguida enfia a faca na barriga da mesma. A pessoa sai da escuridão e revela ser a Marilda.

MARILDA – Isso é por ter me dedurado.

Marilda sai. A guarda pega o seu rádio e aperta um botão.

GUARDA – Marilda Campos Melo.

Ela solta o rádio sobre sua poça de sangue e fecha os olhos.

2, PRESIDIO FEDERAL – CELA

Marilda está deitada na cama. Dois guardas abrem a grade e puxam a Marilda da cama.

MARILDA – Que merda é essa?

Eles não respondem e saem com ela.

3, PRESIDIO FEDERAL – SOLITÁRIA

Os dois guardas jogam a Marilda dentro da solitária e fecham a porta. A vilã grita.

MARILDA – Eu sou rica! Eu sou a dona da Mujer! Eu não vou ficar aqui por muito tempo! E quando eu sair…. me esperem!

Ela berra. Marilda olha em volta, senta no chão e começa a chorar.

CENA 06. PENSÃO DA DALVA. COZINHA. INTERIOR. NOITE:

Imaculada está bebendo água. Zequinha surge na porta da cozinha.

IMACULADA – É quase meia-noite. Você deveria estar na cama!

ZEQUINHA – Estou sem sono… aquela sensação passou?

IMACULADA – Está cada vez mais forte e eu não sei quem é… e o pior é que eu nunca erro.

ZEQUINHA – Eu tenho certeza que vai dá tudo certo e que dessa vez você está errada.

IMACULADA – Deus te ouça.

Ela deixa o copo na pia e sai.

CENA 07. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE-DIA:

A noite se vai e o dia chega. Pessoas e carros passando pelas ruas de São Paulo.

CENA 08. SEDE DA MUJER. SALA DE REUNIÃO. INTERIOR. DIA:

Laura, Lúcia e Gael estão sentados a mesa.

LAURA – O que você quer com a gente Gael?

LÚCIA – Nós temos trabalho a fazer Gael.

A porta da sala abre e o Victor entra.

GAEL – O Victor vai nos dizer quem matou a Elvira.

VICTOR – Estão preparados para a revelação?

CLOSES ALTERNADOS em todos os presentes.

CENA 09. PRÉDIO. CORREDOR. INTERIOR. DIA:

LEGENDA: PARIS

Juliano abre a porta do apartamento e dá de cara com o Leandro.

JULIANO – O que você está fazendo aqui?

LEANDRO – Só cala a boca e me beija.

Juliano sorri e o beija. Eles entram no apartamento aos beijos e já tirando as roupas.

CENA 10. PENSÃO DA DALVA. SALA. INTERIOR. DIA:

Maria desce as escadas segurando as malas e se encontra com a Imaculada e com o Ivan na sala.

IMACULADA – Porque vocês não esperam o povo chegar?

IVAN – Eles também querem se despedir.

MARIA – Manda um beijo pra eles… Ivan você poderia pegar o Tales lá em cima?

Ele faz que sim com a cabeça e sobe as escadas. E volta trazendo o Tales no colo e o põe na cadeira de rodas.

MARIA – Muito obrigada.

TALES – A gente vai vim visitar.

IMACULADA – Todos falam isso, mas na hora h…

Maria e Tales se despedem e saem. Ivan e Ima se encaram emocionados.

CENA 11. SEDE DA MUJER. SALA DE REUNIÃO. INTERIOR. DIA:

Todos encaram o Victor.

VICTOR – Quem matou a Elvira foi…

FIM DO CAPÍTULO

| Linha de Sangue – Seg à Sex – 21h15 

18s17s

Linha de Sangue | Capítulo 38 | ÚLTIMA SEMANA

Linha de Sangue_AATV

|“Esta é uma obra de ficção coletiva baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade”.

CENA 01. PRESIDIO FEDERAL. CELA. INTERIOR. NOITE:

A presa encara a Marilda assustada. Outra presa a parte.

PRESA 2 – Ok, eu faço.

MARILDA – Que bom saber que posso contar contigo.

A outra presa bate na grade e a guarda aparece. Ela abre a cela e tira a presa e sai com ela.

MARILDA – Está quase tudo pronto.

PRESA 1 – E nós estaremos fora daqui.

Elas riem e apertam a mão.

CENA 02. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE-DIA:

A noite se vai e o dia chega. Pessoas e carros passando pelas ruas de São Paulo.

CENA 03. BOATE SEXUS. ESCRITÓRIO. INTERIOR. DIA:

Tiffany e Gael entram no escritório. Eles sentam frente a frente.

TIFFANY – Eu vim aqui me despedir Gael. Eu sempre serei grata a você, mas agora eu sou uma advogada e eu…

GAEL – Eu entendo Tiff e estou torcendo pra você. Você é ótima!

TIFFANY – Obrigada G… eu desejo a você muita sorte e que seja muito feliz com a Laura.

GAEL – Obrigado minha ex-advogada.

TIFFANY – Nada meu ex-cafetão.

Eles riem e ela levanta, e abraça o Gael.

TIFFANY – Você sempre será um pai pra mim.

GAEL – E você uma filha.

TIFFANY – Ah e mais uma coisa: não me chame mais de Tiffany. O meu nome verdadeiro é Nicki.

GAEL – Minaj?

Eles riem, se abraçam e ela sai.

CENA 04. PENSÃO DA DALVA. SUÍTE DO TALES. INTERIOR. DIA:

Tales está deitado na cama e Maria sentada nela.

PLANO DETALHE: é visto que Tales está com as pernas amputadas.

TALES – Pra onde nós vamos?

MARIA – Rio de Janeiro.

TALES – E o que nós faremos?

MARIA – O que a gente sabe fazer de melhor: armar, mentir e roubar.

Eles riem e Maria o beija.

CENA 05. AEROPORTO. AREA DE EMBARQUE. INTERIOR. DIA:
Rihanna – You da One

Leandro está sentado na cadeira ouvindo música.

VOZ ELETRÔNICA – Primeira chamada para o embarque no voo com destino a Paris. Por favor, embarquem na porta seis.

Leandro levanta e caminha até a porta. Ele entrega o bilhete e entra no corredor.

CENA 06. CLINICA DE REABILITAÇÃO. QUARTO. INTERIOR. DIA:

Sonoplastia continua

Ivan está sentado na cama arrumando os sapatos. Um médico entra segurando uma prancheta e uma caneta. Ele entrega ao Ivan que assina.

MÉDICO – Pronto você está livre.

IVAN – Eu estou tão feliz de estar recuperado.

MÉDICO – Eu também… pra onde você vai agora?

IVAN – Eu vou voltar pra vila… Não sou mais o dono, mas quero viver o resto da minha vida no lugar em que eu conheci ela.

CAM mostra uma foto da Dalva na cama. Ele se despede do médico, pega a foto e as malas e sai.

CENA 07. SEDE DA MUJER. SALA DA LÚCIA. INTERIOR. DIA:

Sonoplastia continua

Lúcia está sentada na cadeira e Laura entra.

LAURA – Tudo arrumado na sala do Gael que agora é minha.

LÚCIA – Agora precisamos de uma destino pra sala da Marilda.

LAURA – Pode ser a sala do nosso novo sócio.

LÚCIA – E quem é ele?

LAURA – Eu não sei, mas diga que você tem algo em mente.

LÚCIA – Eu tenho. Agora sente-se que vou chamar o primeiro entrevistado.

MUSIC FADE/ Laura o faz e senta do lado dela.

LAURA – Não foi assim que nos reencontramos? Com você fazendo entrevistas de emprego.

LÚCIA – (sorri) Foi sim. O tempo passou muito rápido.

Ela pega o telefone.

LÚCIA – Pode mandar entrar o primeiro.

Ela dão as mãos e sorriem.

CENA 08. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIA-NOITE:

O dia se vai e a noite chega. Pessoas e carros passando pelas ruas de São Paulo.

CENA 09. PRESIDIO FEDERAL. SALA. INTERIOR. NOITE:

Uma mulher e um homem transam no chão. Eles se beijam.

PRESA – Desliga o alarme pra mim.

HOMEM – Por você, faço qualquer coisa.

Ele dá um gemido alto e levanta. Ele mexe no computador e olha pra ela.

HOMEM – Desligado.

PRESA – Obrigada.

Ela pega as roupas e sai.

CENA 10. PRESIDIO FEDERAL. FUNDOS. EXTERIOR. NOITE:

Marilda e duas mulheres pulam o muro. Elas encontram vários policiais saindo da mata. Eles apontam a arma pra elas.

MARILDA – (raivosa) Quem dedurou? Hein!

POLICIAL – Não foi elas… a guarda que ajudou nos contou tudo.

MARILDA – Vadia!

POLICIAL – Vocês estão presas!

Eles a algemam. O policial força o corpo da Marilda no seu corpo.

MARILDA – Isso é assedio!

POLICIAL – Eu só quero lhe dizer uma coisa… (sussurra) Victor e infiltrado mandam beijos.

CLOSE na Marilda que berra.

FIM DO CAPÍTULO

| Linha de Sangue – Seg à Sex – 21h15 

18s17s

Linha de Sangue | Capítulo 37 | ÚLTIMA SEMANA

Linha de Sangue_AATV

|“Esta é uma obra de ficção coletiva baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade”.

CENA 01. SEDE DA MUJER. CORREDOR. INTERIOR. DIA:

Leandro e Laura saem de uma sala e caminham pelo corredor.

LEANDRO – Obrigado por me ouvir.

LAURA – Que isso, estou aqui pra isso. Me diga.

LEANDRO – O Juh se foi e a Helena… também… eu não quero ficar sozinho. Eu não quero ficar sem um dos meus amores.

LAURA – Eu sei muito pouco sobre os três, mas a rádio-corredor comentava.

LEANDRO – Eu quero ir pra Paris ficar com ele. E eu sei que a empresa sofreu muitas baixas. O Gael vai sempre ajudar vocês, mas o que ele gosta mesmo é a boate.

LAURA – É claro que você pode ir atrás dele, mas espera eu pôr o anuncio no jornal por favor. Isso aqui tá uma loucura!

LEANDRO – Eu espero sim e obrigado Laurinha.

LAURA – Seja feliz fofo.

Ela sai. Ele sorri e vai atrás.

CENA 02. BOATE SEXUS. SALÃO. INTERIOR. DIA:

Andréia está dançando no palco. O celular dela toca e ela atende.

ANDRÉIA – Alô.

VALENTINO – (off) Bom dia minha rainha.

ANDRÉIA – Bom dia.

VALENTINO – (off) Eu finalmente cheguei em São Paulo. Poderia me encontrar mais tarde?

ANDRÉIA – Com todo o prazer do mundo.

Ela desliga e encara o celular raivosa.

CENA 03. PENSÃO DA DALVA. SALA. INTERIOR. DIA:

Imaculada e Zeca estão sentados no sofá vendo TV. Maria entra empurrando o Tales que está numa cadeira de rodas.

IMACULADA – Você voltou!

TALES – Não foi dessa vez que vocês se livraram de mim.

IMACULADA – E continua lindo.

TALES – Eu nunca vou deixar de ser lindo.

MARIA – No fim deu tudo certo… eu fiquei tão preocupada.

ZECA – Eu fico muito feliz com sua recuperação.

TALES – Obrigado mano.

IMACULADA – Eu fiz a sua comida predileta: lasanha!

Ele sorri e a Imaculada o beija.

MARIA – Nós temos uma notícia pra dar a vocês: nós dois demoramos pra perceber isso, mas nós nos amamos e vamos morar juntos.

IMACULADA – Isso quer dizer sair daqui?

MARIA – Infelizmente sim. Mas nós vamos vir visitar vocês sempre.

TALES – Principalmente quando o bebê nascer.

ZECA – Que bebê?

MARIA – Bebê nenhum! Ele que cismou com isso. Nem nos casamos e já quer filhos.

ZECA – Desejo boa sorte ao casal.

IMACULADA – Eu também meus lindos.

Ela beija os dois e os abraça.

CENA 04. PRAÇA. EXTERIOR. DIA:

Andréia e Zequinha estão andando na praça. Eles sentam num banco.

ANDRÉIA – Hoje não vai dar pra gente ir comer pizza.

ZEQUINHA – Porque?

ANDRÉIA – Eu tenho um encontro.

ZEQUINHA – Namorado?

ANDRÉIA – É… quase isso.

ZEQUINHA – É o Valentino?

ANDRÉIA – O que? Não, não é ele.

ZEQUINHA – Eu não quero que você vá de novo.

ANDRÉIA – Eu não vou nunca mais meu filho.

Ela o beija e o abraça apertado.

CENA 05. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIA-NOITE:

O dia se vai e a noite chega. Pessoas e carros passando pelas ruas de São Paulo.

CENA 06. PRESIDIO FEDERAL. CELA. INTERIOR. NOITE:

Marilda e sua companheira de cela estão sentadas na cama.

MARILDA – Esse lugar não tem ação. Nada acontece.

PRESA – Estava acostumada com uma vida agitada princesa?

MARILDA – É claro. Eu era dona de uma revista, eu matava as pessoas. E o que eu faço aqui? Nada!

PRESA – Disseram pra mim que você é louca.

MARILDA – Eu sou mesmo… (ri) Eu sou muito louca! Eu quero fugir daqui! Vamo fugir?

PRESA – É claro que vamos princesa.

Marilda estende a mão e a presa a aperta.

CENA 07. BOATE SEXUS. SALÃO. INTERIOR. NOITE:

Laura está sentada no colo do Gael. Ambos bebem uísque.

LAURA – Estou tão feliz que está tudo dando certo.

GAEL – Quase tudo… eu ainda não descobri quem matou a Elvira e pelo visto não foi a Marilda.

LAURA – É… e tem o infiltrado… mas não vamos pensar nisso. Você já sabe o que vai fazer agora?

GAEL – Por mais que eu ame a Mujer, lá não é o meu lugar… eu acho que vou abrir uma nova boate, mas em parceria com a Andréia.

LAURA – E eu lhe dou apoio, mas pare de cobrar das suas meninas. O dinheiro é delas!

GAEL – Eu aprendi a lição.

Eles se beijam.

CENA 08. PENSÃO DA DALVA. SUÍTE PINHEIRO. INTERIOR. NOITE:

Lúcia e Zeca estão deitados na cama. Ambos nus, porém com o lençol cobrindo os órgãos sexuais, deixando o seio dela a mostra.

ZECA – Porque é sempre ótimo com você?

LÚCIA – Porque eu sei fazer.

ZECA – Humilde… eu estou tão preocupado com o Zequinha… eu deixei a Andréia se aproximar e ela pode ir de novo.

LÚCIA – Depois de tudo que ela passou? Ela não vai, certeza. E eu fiquei muito feliz que você parou de ser teimoso.

ZECA – Eu não sou teimoso!

LÚCIA – Todo teimoso diz isso.

ZECA – Ok, ok você ganhou… Eu sou teimoso! (pausa) Vamos fazer de novo?

Ela monta em cima dele e começa a beijá-lo.

CENA 09. PRAÇA. EXTERIOR. NOITE:

Andréia está sentada no banco mexendo no celular. Valentino se aproxima dela e senta ao seu lado.

ANDRÉIA – Fico feliz em te ver.

VALENTINO – Eu estou com tanta saudade do seu corpo.

ANDRÉIA – Eu também meu amor.

Ela senta no colo dele e começa a beijá-lo. Ela tira da cintura um canivete e põe no pescoço dele.

ANDRÉIA – Se você gritar, eu te mato.

VALENTINO – O que é isso?

ANDRÉIA – É raiva! Você me trocou, me deixou na merda. E é isso que você merece!

VALENTINO – Você não é uma assassina… por favor… não faz isso!

Ela sai de cima dele e ri.

ANDRÉIA – É claro que eu não ia te matar. Eu só queria ver você implorando. Idiota!

Ela manda um beijo pra ele e sai andando. Valentino olha pra bunda dela e bufa.

CENA 10. PRESIDIO FEDERAL. CELA. INTERIOR. NOITE:

Uma guarda abre a cela e uma mulher entra. Marilda e a outra pesa a encaram. A guarda sai.

PRESA 2 – Pra que me trazer aqui? O que eu fiz?

MARILDA – Não fez nada, mas nós precisamos da sua ajuda.

PRESA 1 – Nós vamos fugir e precisamos da sua ajuda pra desligar os alarmes.

PRESA 2 – E como eu vou fazer isso?

MARILDA – Nós sabemos que você trepa com todos os guardas daqui. É só dá pro eletricista.

PRESA 2 – Eu não sei e se…

Marilda mostra um revólver pra ela.

MARILDA – E agora: você vai fazer?

FIM DO CAPÍTULO

| Linha de Sangue – Seg à Sex – 21h15 

18s17s

Linha de Sangue | Capítulo 36 | ÚLTIMA SEMANA

Linha de Sangue_AATV

|“Esta é uma obra de ficção coletiva baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade”.

CENA 01. DELEGACIA. SALA DO DELEGADO. INTERIOR. DIA:

Delegado encara o Victor, curioso.

VICTOR – Ela matou o marido a pauladas e me pediu ajuda para sumir com o corpo. Ela me contou que ele tinha ameaçado ela… e ainda me disse que estava grávida. Mas depois eu soube que era mentira.

DELEGADO – Como você soube que era mentira?

VICTOR – A barriga nunca cresceu e ela passou a me tratar com frieza, mas eu ainda a amava. Eu fui muito burro.

DELEGADO – E o que mais?

VICTOR – Ela desvia o dinheiro da Mujer. Ela tentou matar a Laura e a mim… ela matou a minha mulher.

DELEGADO – Como?

VICTOR – Minha mulher era diabética e a Marilda a levou doces para ela comer… e além de muito açúcar, tinha veneno nesses doces.

DELEGADO – Surpreendente. Eu vou mandar que saltem as gêmeas e que prendam a Marilda… mas o senhor também será preso.

Tiffany entra na sala com um papel e mostra pro delegado.

TIFFANY – Eu liguei pra um juiz amigo e pedi pra ele que lhe mandasse uma carta. Como pode ler, pelo Victor ter ajudado na prisão de uma criminosa ela tem o direito a uma delação premiada.

DELEGADO – Por mim, tanto faz. (grita) Policial! Leve esses três até a cela das gêmeas e a soltem.

Eles saem.

CENA 02. PENSÃO DA DALVA. SALA. INTERIOR. DIA:

Zequinha sai da cozinha segurando um copo d’água. Ele entrega a Imaculada que bebe tudo num só gole.

ZEQUINHA – Está melhor?

IMACULADA – A sensação passou, mas eu ainda sinto que alguém vai morrer. Alguém próximo da gente.

ZEQUINHA – Será que vai ser papai?

IMACULADA – Deus queria que não meu lindo.

Ela o beija e ela a abraça.

CENA 03. AEROPORTO. PÁTIO. EXTERIOR. DIA:

Leandro e Juliano chegam no aeroporto de carro. CAM mostra os dois sentados lado a lado.

LEANDRO – É exatamente isso o que você quer?

JULIANO – É exatamente isso.

LEANDRO – Seja feliz em Paris e venha nos visitar.

JULIANO – É claro que venho… São Paulo é meu amor.

Ele ia sair, mas Leandro o segura. Eles se encaram e se beijam.

JULIANO – Eu te amo.

LEANDRO – Eu também te amo.

Juliano sai, pega suas malas na mala do carro e sai. Leandro o vê entrando no aeroporto e sai cantando pneu.

CENA 04. MANSÃO CAMPOS MELO. PORÃO. INTERIOR. DIA:

Marilda entra segurando um revólver. Ela mira na cabeça do Tales que está se tremendo.

MARILDA – Ela está morrendo daqui a alguns minutos ele deve morrer.

MARIA – (chorosa) Chama um médico, por favor.

MARILDA – Não. Como eu disse: ele está morrendo, mas eu posso acelerar o processo. Me diz logo quem é o infiltrado!

MARIA – Só por cima do meu cadáver.

Marilda berra e atira na outra perna do Tales que urra. Ele chora e encara a Maria.

MARIA – Desculpa.

MARILDA – Me diz vadia! Me diz!

Ouve-se barulho de sirene. CLOSE na Marilda preocupada.

CENA 05. MANSÃO CAMPOS MELO. FRENTE. EXTERIOR. DIA:

Vários carros de polícia parando frente a mansão. O delegado sai de um deles e caminha até a porta da casa.

DELEGADO – (grita) Marildaaaa! Se entregue!

Ele olha pro policial e levanta o dedo indicador.

POLICIAL – Ei vocês viram o delegado. Se em um minuto ela não abrir, nós entramos.

DELEGADO – (grita) Marildaaaa! Eu só posso te dar um minuto pra sair, apenas um minuto.

CENA 06. MANSÃO CAMPOS MELO. PORÃO. INTERIOR. DIA:

Marilda começa a chorar e senta no chão. Maria se aproxima dela.

MARIA – Ei calma ok?

MARILDA – Está tudo dando errado Maria. Eu não tenho ninguém. Eu afastei todos que estavam ao meu lado. Eu sempre faço merda!
MARIA – Ok… vamos fazer uma coisa. Eu vou te levar até lá fora e você vai se entregar… se eles invadirem vai ser pior.

MARILDA – Ok. E peça um médico para o Tales, mas eu acho que ele não sobrevivi. Desculpe.

MARIA – A gente só percebe que gosta mesmo de alguém quando ele vai embora não é? Então… eu me arrependo tanto.

Marilda levanta e dá a mão para a Maria que levanta. Elas saem.

CENA 07. MANSÃO CAMPOS MELO. FRENTE. EXTERIOR. DIA:

Marilda sai segurando a Maria e apontando uma arma para a cabeça dela. Os policias a encaram. O delegado se aproxima.

MARILDA – Eu quero um médico, o Tales foi atingido por dois tiros na perna.

DELEGADO – Quem disparou?

MARILDA – Quem é que está com arma aqui? É obvio que fui eu.

Ela solta a Maria e ela corre. Marilda solta arma e ergue as mãos. Os policiais se aproximam e a prendem.

CENA 08. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIAS-NOITES:

Os dias vão se passando. Noites e dias. Ruas de São Paulo sempre movimentadas. Pessoas e carros passando por elas.

CENA 09. SEDE DA MUJER. SALA DE REUNIÃO. INTERIOR. DIA:
Laura e Lúcia frente a algumas pessoas. Leandro e Gael entre elas. Laura mostra um slide com cinco capas da revistas.

LAURA – Essas foram as nossas últimas capas. E sabem o que me incomoda? Eu não vejo nenhuma negra, não vejo nenhuma nordestina, não vejo ninguém que foge do padrão.

LÚCIA – E quando dizemos padrão, falamos sobre o padrão imposto pela sociedade. O padrão é composto por mulher brancas, altas e magras casadas com homens brancos, altos e fortes.

LAURA – Nós não queremos padrões, mas não queremos apelar. A próxima capa não vai ter uma mulher, mas sim várias.

LÚCIA – Nós queremos a mulher branca, a mulher negra, a mulher gordinha, a mulher do campo e a mulher trans. São essas cinco mulheres que estaram na capa de mês que vem.

Todos na sala aplaudem. Elas se abraçam e sorriem.

CENA 10. PRESIDIO FEDERAL. CORREDOR. INTERIOR. DIA:

Marilda entra no corredor usando um uniforme cáqui. Ela passa por algumas celas e as presas gritam palavras como “gostosa”, “delicia” “vovó gostosinha”. O policial abre a cela dela e ela entra.

PRESA – Bem-vinda ao paraíso princesa.

MARILDA – Se isso aqui é o paraíso… puta que pariu! Eu prefiro o inferno.

Ela encara põe a mão na grade e encara a câmera.

FIM DO CAPÍTULO

| Linha de Sangue – Seg à Sex – 21h15 

18s17s

Linha de Sangue | Capítulo 35 | ÚLTIMAS SEMANAS

Linha de Sangue_AATV

|“Esta é uma obra de ficção coletiva baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade”.

CENA 01. MANSÃO CAMPOS MELO. PORÃO. INTERIOR. NOITE:

Marilda continua apontando a arma pro Tales que sangra muito. Maria levanta.

MARIA – (nervosa) Eu não sei quem é o infiltrado do Victor e ele está morto, Marilda.

MARILDA – Ok. Ok. Ok.

Ela aponta a arma pro chão próximo a cabeça do Tales e atira.

TALES – (grita) Mariaaaa! Conta logo tudo pra ela! Ela vai me matar!

MARIA – (nervosa) Eu conto, mas abaixa essa arma.

MARILDA – Você não está em posição de negociar comigo.

MARIA – (encara o Tales; encara a Marilda) Eu não vou dizer, eu não vou contar pra você. Se quiser matar o Tales, fique a vontade.

Tales encara a Maria.

MARILDA – O que?

MARIA – Isso mesmo que você ouviu, eu não conto!

MARILDA – Ok… eu vou dar mais umas horas pra você e depois eu volto.

Ela sai. Maria encara o Tales.

TALES – Você é maluca!

MARIA – Desculpa, mas eu tive que arriscar. E eu acertei: ela não vai te matar. Ela ainda precisa da gente.

TALES – Agora me ajuda.

Maria rasga um pedaço da camisa dele e põe na perna dele, estancando o sangue.

MARIA – Nós precisamos sair daqui ou você pode morrer.

TALES – É uma ótima coisa pra me dizer.

Ela sorri e caminha até porta. Ela tenta abrir, sem sucesso.

CENA 02. RODOVIARIA. PÁTIO. EXTERIOR. NOITE:

Gael e Tiffany estão lado a a lado, apreensivos. Um ônibus chega e para próximo a eles. Algumas pessoas saem e o Victor está no meio delas.

GAEL – Prazer em conhecê-lo Victor.

VICTOR – Nós já nos vimos.

GAEL – Mas essa é a primeira vez que conversamos.

TIFFANY – Prazer.

VICTOR – O prazer é todo meu… Como funciona agora?

Os três se encaram e saem.

CENA 03. DELEGACIA. CELA. INTERIOR. NOITE:

Laura está deitada na cama de cima e Lúcia na de baixo.

LAURA – Não está na hora da gente voltar a se falar?

LÚCIA – Está.

LAURA – Desculpa por ter feito aquilo, eu realmente não sabia que ele iria tentar matar a Marilda.

LÚCIA – Tudo bem, eu exagerei… e quer saber? Talvez ela merecesse aquilo. Eu não sei, eu sou burra demais.

LAURA – Você não é burra! Só cresceu num lugar onde duas mulheres te protegiam muito e agora você sabe lidar com o mal.

LÚCIA – Eu sei irmã.

LAURA – Posso dormir contigo?

LÚCIA – Pode irmãzinha.

Laura desce e deita com a Lúcia, agarradinhas.

CENA 04. PENSÃO DA DALVA. SALA. INTERIOR. NOITE:

Zeca desce as escadas com o celular no ouvido.

ZECA – Alô.

ANDRÉIA – (off) O que você quer?

ZECA – Ele me convenceu de que você mudou. Estou disposta a tentar, Andréia. Vamos nos encontrar?

ANDRÉIA – (off) O que? É claro. Onde você quer?

ZECA – Naquele nosso restaurante, lembra?

ANDRÉIA – (off) O nosso primeiro encontro e o dia que te disse que estava grávida… e o dia que disse que ia embora.

ZECA – Exatamente esse.

Ele desliga e sorri. CAM mostra o Zequinha olhando a cena da escada.

CENA 05. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE-DIA:

A noite se vai e o dia chega. Pessoas e carros nas ruas de São Paulo.

CENA 06. MANSÃO CAMPOS MELO. PORÃO. INTERIOR. DIA:

Marilda entra levando uma bandeja com dois pães, uma jarra de suco e uma rosa vermelha cheia de espinho.

MARILDA – Bom dia queridos amigos.

MARIA – Olha bem pro Tales, olha bem o que você fez!

CAM mostra o Tales, desmaiado, e todo encolhido.

MARIA – Ele está morrendo, ele precisa de um médico. Por favor, Marilda.

MARILDA – Me fala quem é o infiltrado.

MARIA – Chama um médico e eu falo.

MARILDA – Sinto muito em te dizer que ele vai morrer então.

Marilda sai. Maria abraça o Tales e o beija.

CENA 07. DELEGACIA. CORREDOR. INTERIOR. DIA:

Laura e Lúcia estão dormindo juntas. Gael, Tiffany e Victor entram no corredor e a acordam.

GAEL – Finalmente vocês param de palhaçada e voltaram a se falar. Eu fico feliz por vocês.

LAURA – Bom dia.

LÚCIA – Bom dia.

TIFFANY – Viemos falar com o delegado.

LAURA – Bem na hora, eles iam nos transferiam pro presidio amanhã.

TIFFANY – Eu sei… enfim, vamos?

Os dois homens concordam e saem na frente. Tiffany vai atrás.

CENA 08. PENSÃO DA DALVA. SALA. INTERIOR. DIA:

Imaculada está sentada na sala, tricotando. Zequinha ao seu lado.

IMACULADA – Está ficando bom?

ZEQUINHA – O que é dessa vez?

IMACULADA – Uma roupinha de bebê.

ZEQUINHA – Porque você não vende essas coisas?

IMACULADA – Porque são pra guardar, é pra vocês se lembrarem de mim quando eu partir.

ZEQUINHA – Não diz isso, por favor.

Ela olha pro nada e deixa a lã e a agulha cair no chão. Zequinha a encara.

IMACULADA – Eu senti uma coisa estranha.

ZEQUINHA – Que coisa?

IMACULADA – Eu senti a morte… alguém vai morrer, Zequinha.

ZEQUINHA – Quem?

IMACULADA – Eu não sei.

Eles se encaram.

CENA 09. MANSÃO CAMPOS MELO. SUÍTE PRINCIPAL. INTERIOR. DIA:

Marilda sai do banheiro enrolada na toalha, cantarolando. Ela para em frente ao espelho e sorri.

MARILDA – O que você está fazendo com o Tales? Você gostava dele… gostava muito dele… mas você esqueceu isso.

Ela limpa o rosto e se encara.

MARILDA – Foda-se eles. O que importa é que você precisa descobrir quem é o infiltrado… você precisa destruir o Victor.

Ela sorri e depois gargalha.

CENA 10. DELEGACIA. SALA DO DELEGADO. INTERIOR. DIA:

O Victor e o delegado estão frente a frente.

DELEGADO – O que você tem a me dizer Xerife?

VICTOR – Tudo o que eu sei sobre a Marilda e como ela é perigosa.

FIM DO CAPÍTULO

| Linha de Sangue – Seg à Sex – 21h15 

18s17s

Linha de Sangue | Capítulo 34 | ÚLTIMAS SEMANAS

Linha de Sangue_AATV

|“Esta é uma obra de ficção coletiva baseada na livre criação artística e sem compromisso com a realidade”.

CENA 01. DELEGACIA. CORREDOR. INTERIOR. NOITE:

Todos os quatro se encaram.

TIFFANY – Agora eu estou curiosa. Quem aqui é o infiltrado?

GAEL – Obviamente você não é já que não estava na festa.

LAURA – Qual de nós três?

LÚCIA – Vamos mudar de assunto… O foco é o que o Victor pode fazer para nos ajudar?

GAEL – Pensa bem: quem é a única pessoa que sabe pobres da Marilda e que não tem medo de se prejudicar se revelar esses pobres?

TIFFANY – O Victor já perdeu tudo o que tinha, ele não se importa de ser preso se a Marilda for também.

LAURA – Ela foi muito esperta, sempre teve cumplice e parceiros em seus crimes. Assim não se ferra sozinha.

GAEL – Acho que é isso por hoje. Nos vemos amanhã.

Eles se despedem e saem. Laura e Lúcia se encaram.

CENA 02. BOATE SEXUS. BAR. INTERIOR. NOITE:

Andréia está bebendo e fala ao telefone ao mesmo tempo.

ANDRÉIA – Então quer dizer que você se separou?

VALENTINO – (off) No final você tinha razão, ela era uma vadia, apenas uma empregada.

ANDRÉIA – Eu sempre tenho razão, meu querido… mas me diga: porque me ligas?

VALENTINO – Eu estou com saudade do seu corpo, do seu cheiro… eu estou indo praí e se você quiser me ver…

ANDRÉIA – Será que eu devo?

VALENTINO – Você voltou com o Zeca?

ANDRÉIA – Estou enrolados, ele me quer, mas eu não sei se o quero.

VALENTINO – Será que ainda está apaixoanda por mim?

ANDRÉIA – Não sei, pode ser. Está certo, eu vou me encontrar com você. Só me liga quando chegar, ok?

VALENTINO – Ok, mi hermosa niña.

Ela desliga e encara o telefone com nojo.

ANDRÉIA – Que ódiooooo! Nojentooooo! Eu tô doida pra encontrar com ele e meter a mão na cara dele!

O bar-man a encara assustado e ela sai.

CENA 03. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE-DIA:

A noite se vai e o dia chega. Pessoas e carros passando nas ruas de São Paulo.

CENA 04. PARQUE IBIRAPUERA. EXTERIOR. DIA:

Leandro e Juliano caminham lado a lado no parque.

LEANDRO – Obrigado por ter vindo, eu precisava ver gente.

JULIANO – O pessoal tem sentido sua falta lá na Mujer, e do Gael também.

LEANDRO – Imagino… a Marilda deve está louca.

JULIANO – Ela é louca!

Eles riem.

JULIANO – Como foi a cremação da Helena? Ela pediu muita coisa do testamento?

LEANDRO – Foi difícil, mas ela queria assim. Ela só pediu duas coisas: que fosse cremada e que eu fosse feliz.

JULIANO – Percebo que está fazendo a última coisa.

LEANDRO – Ela acabou de morrer, é difícil.

JULIANO – Sua barba está grande, cabelos descuidado e roupas sem combinar. Esse não é fotográfo exigente e bonitão que eu me apaixonei.

LEANDRO – Está sendo difícil, como disse antes… mas me fala sobre você. Ouvi dizer que vai para Paris.

JULIANO – É, eu consegui que eles vissem meus desenhos e eles me chamaram pra um estágio e se der certo… eu fico!

LEANDRO – Isso é ótimo!

JULIANO – Eu sei, mas não estou muito feliz em deixar o Brasil. Eu nunca tive um sonho americano, e muito menos um europeu. Sonhava em ser estilista aqui mesmo, no Brasil.

LEANDRO – Paris é Paris, Brasil é Brasil e não me faça dizer qual deles é melhor porque é obvio. Helena sempre sonhou em fazer faculdade lá.

JULIANO – Ela não precisou de Paris para se foda. Ela era foda mesmo tendo estudo numa faculdade do Brasil.

LEANDRO – Quem é bom, é bom em qualquer lugar… (alto) Maaaaas é Paris! Paris, França, Europa, Moda… combinação perfeita!

JULIANO – Eu sei, eu sei… e nós?

LEANDRO – Fica como está, está muito bom assim… amigos?

JULIANO – Amigos.

Eles se abraçam.

CENA 05. MANSÃO CAMPOS MELO. PORÃO. INTERIOR. DIA:

Ambiente cheio de coisas velhas e teias de aranha. Marilda e Maria desceu as escadas do porão e encaram o lugar.

MARIA – Meu deus! Isso aqui é o inferno! Acho que nunca limpamos aqui… deve ter até rato morto aqui dentro.

MARILDA – Preciso que limpe isso aqui até hoje a noite.

MARIA – Impossível!

MARILDA – Faça o impossível virar possível.

Ela manda um beijo pra Maria e sai. Maria pega o celular e faz uma ligação.

MARIA – Tales, preciso da sua ajuda. A filha da puta mandou eu arrumar o porão, eu preciso da sua ajuda e também preciso de vassouras, produtos de limpeza…

Ela continua falando em off.

CENA 06. PENSÃO DA DALVA. SALA. INTERIOR. DIA:

Imaculada e o Zeca está sentados frente a TV.

ZECA – Não é o Carlos? Aquele amigo do Ivan?

CAM mostra a TV com Carlos sendo levado por um policial.

IMACULADA – A Justiça foi feita, finalmente.

ZECA – Não sabia que ele mexia com cassino também.

IMACULADA – Ele mexia com tudo. Cassino, jogos de cartas, corrida de cavalo e até briga de galo. Tudo que envolve dinheiro.

ZECA – Como será que o Ivan está?

IMACULADA – Eu não sei, mas espero que esteja bem.

CENA 07. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. DIA-NOITE:

O dia se vai e a noite chega. Pessoas e carros nas ruas de São Paulo.

CENA 08. RODOVIARIA. PÁTIO. EXTERIOR. NOITE:

Tiffany e Gael estão lado a lado.

GAEL – O ônibus dele já deve estar chegando.

TIFFANY – Eu espero que ele venha mesmo.

GAEL – Ele tem que vir.

CENA 09. MANSÃO CAMPOS MELO. PORÃO. INTERIOR. NOITE:

Maria e Tales são sentados no chão, exautos. Marilda entra e olha o ambiente arrumado e limpo.

MARILDA – Parabéns a vocês dois.

MARIA – Porque isso tudo?

MARILDA – Porque esse porão vai receber dois moradores.

TALES – Como assim?

Marilda tira um revólver da cintura e aponta pros dois.

MARIA – O que é isso, Marilda?

MARILDA – Uma arma vadia! Agora me diz tudo: quem é o infiltrado? Onde o Victor tá?

MARIA – Eu não sei do que você está falando.

Marilda aponta a arma pro Tales e atira na perna dele. Ele berra e o sangue começa a se espalhar.

MARILDA – Me diz porra ou o próximo tiro vai ser na cabeça.

CLOSES ALTERNADOS entre os presentes.

FIM DO CAPÍTULO

| Linha de Sangue – Seg à Sex – 21h15 

18s17s