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Caminhos Opostos | Capítulo 05

LOGOPROVISORIO

CENA 1. LAR “CAMINHOS”. COZINHA.  MANHÃ.

SONOPLASTIA: Saber Viver – Victor Pozas

Todos tomam o café da manhã, felizes no lar.

CIDA – Êh crianças, olha o cafezinho quentinho com leite!

Ao servir o café com leite para as crianças, Cida percebe a ausência de Martin.

CIDA– Crianças cadê o Martin?

HENRIQUE – Eu não sei não.

BENJAMIN – Eu também não.

ANA – Dona Cida, eu acho que ele saiu

CIDA (preocupada) – Nossa… Onde será que ele foi?

Cida então vai até a sala procura-lo, ao olhar pela janela, Cida fica surpresa ao ver Martin dando comida a alguém na casinha de madeira. Ela então vai até lá.

CORTE PARA A COZINHA:

Cida, Martin e Marina estão sentados à mesa, enquanto Marina come.

CIDA – Pode comer à vontade minha filha… Mas depois você tem de seguir seu rumo, seus pais devem estar preocupados.

MARTIN – Não dona Cida, ela não pode ir!

CIDA – Ué, por que não?

MARTIN – Ela não tem para onde ir…

Marina permanece de cabeça baixa, um pouco constrangida.

MARTIN – Os pais dela morreram.

Cida olha para Marina com pena.

CIDA – Ôh meu bem… Infelizmente a casa já está cheia, não cabe praticamente mais ninguém.

MARTIN – Não dona Cida, a gente dá um jeito!

CIDA – Mas Martin…

Marina termina de comer e se levanta

MARINA – Eu te entendo, a senhora é muito boa dona Cida, dá para ver nos olhos. Mas obrigada por tudo mesmo assim, e valeu Martin!

Martin logo se levanta da mesa também.

MARTIN – Não, ela não pode ir! Se ela for embora, eu vou com ela, eu juro!

CIDA – Que isso Martin?!

MARTIN – Ela não tem para onde ir, se ela sair ela pode ficar doente, ou morrer de fome na rua!

MARINA – Deixar Martin, eu sei me virar, não quero criar confusão.

Martin abaixa a cabeça triste, enquanto Marina abraça dona Cida e saí em direção a porta, frustrada.

Dona Cida olha para as outras crianças do lar que observam tudo de longe, para Martin e fica com dó de Marina. Então resolve aceita-la no lar.

CIDA – Ta bom… Volta aqui Marina, eu deixo você ficar meu bem!

Marina então volta correndo feliz e abraça dona Cida. Em seguida Martin as abraça, seguido pelas outras crianças do lar, que ficam eufóricas.

CENA 2. STOCK-SHOTS. PLANOS GERAIS DE CAMBRIDGE. EXT. TARDE

SONOPLASTIA: Bajo Fondo y Julieta Venegas- “Pa Bailar” 

Pombos voam de uma praça, pessoas andam apressadas e a tarde cai em CAMBRIDGE, Massachusetts – USA

CENA 3. APARTAMENTO DE OSCAR. TARDE

CAMBRIDGE, Massachusetts – E.U.A

Oscar e Valéria entram no apartamento, e soltam as malas no chão.

OSCAR – Finalmente chegamos!

VALÉRIA – Ai… Estou morta de cansaço! – Se jogando no sofá

Oscar vai até a cozinha pegar uma garrafa de vinho e duas taças.

VALÉRIA – Nossa meu amor, eu achei que você morava em um lugar melhor.

OSCAR – É só por um tempo, logo, logo nos mudamos para um lugar melhor. – Diz Entregando uma taça de vinho a Valéria.

VALÉRIA – Espero que não demore.

OSCAR – Falando nisso, você precisa vender aquela sua casa no Brasil…

VALÉRIA – É… Amanhã mesmo já vou atrás disso.

OSCAR – Inclusive você precisa dar um jeito de vender aquela casa dos falecidos também.

VALÉRIA – Como? Aquela casa não é minha!

OSCAR – Nós damos um jeito, igual você fez para pegar o dinheiro da poupança de segurança daquelas pobres meninas.

VALÉRIA – Não, não posso fazer isso! Já me sinto muito mal por ter pego aquele dinheiro, não posso vender aquela casa, é da Clara e da Marina!

OSCAR – Meu amor, não temos escolha. Você precisa dar um jeito de vender aquela casa também!

Valéria fica pensativa.

CENA 4. SP. ORFANATO. PÁTIO. TARDE.

SONOPLASTIA: Tristense – Victor Pozas

Clara e Betânia varrem as folhas do pátio do orfanato

BATÂNIA – Ufa, finalmente estamos acabando!

CLARA – Aí… eu não aguento mais varrer, já estou muito cansada, e com fome!

BATÂNIA – Pois vai se acostumando, porque aqui é todo dia assim!

CLARA – Nós não temos folga aqui não?

BATÂNIA – Às vezes sim.

Clara e Betânia finalmente terminam de juntar as folhas.

Duas meninas um pouco mais velhas passam perto de Clara e Betânia, ao vê-las quase acabando o serviço, resolvem espalhar as folhas que fora juntada por Clara e Betânia.

CLARA – Ei, por que vocês fizeram isso?!

MENINA (irônica) – Ai, me desculpe foi sem querer!

As duas riem de Clara e Betânia.

BATÂNIA – Suas idiotas!

CLARA – Ah isso não vai ficar assim!

Clara então começa a puxar os cabelos de uma das meninas com toda força.

MENINA – Ai, ai! Me solta, você está me machucando!

No momento Tereza aparece no local e vê Clara puxando o cabelo da menina.

TEREZA (gritando) – O que é que está acontecendo aqui! Parem as duas!

Clara rapidamente solta a menina.

CLARA – Essas meni…

Tereza interrompe Clara.

TEREZA – Calada! Eu vi muito bem o que está acontecendo aqui!

Clara e a menina se encaram.

TEREZA – Clara vem comigo, você está de castigo!

CLARA – Mas foi elas quem começaram!

TEREZA – Eu vi tudo, nem mais uma palavra! – Diz saindo, segurando o braço de Clara.

A menina então sorri satisfeita.

MENINA – Imbecil! – Diz baixo

Betânia indignada encara a menina.

MENINA (irônica) – Que foi?

A menina então sai com a amiga, ajeitando os cabelos.

CENA 5. LAR. JARDIM. TARDE.

Martin está regando as flores do jardim e Marina chega.

MARINA – Nossa quantas flores, que lindas!

MARTIN – São linda né? A gente costuma vende-las, para ajudar no orçamento da casa.

MARINA – Que legal! Minha mãe também cuidava de um lindo jardim em casa.

MARTIN – Mas vocês vendiam também?

MARINA – Não (risos). Qualquer dia podemos ir lá!

MARTIN – Sim… Agora vem me ajudar a regar essas plantas! – Entrega um regador a Marina e molha ela

MARINA – Ah, seu chato! (risos).

Ela joga água nele também, e os dois iniciam uma guerrinha de água.

CENA 6. SP. ORFANATO. COPA. TARDE.

SONOPLASTIA: While My Harpejii Gently Weeps – Mu Carvalho 

Tereza leva Clara em um canto na copa, joga milho no chão e a faz se ajoelhar sobre eles.

TEREZA – Vamos, se ajoelhe!

CLARA – Não, vai doer!

TEREZA – Anda, vamos!

Clara então se ajoelha chorando.

TEREZA – Isso é para você aprender a não sair brigando com os outros!

CLARA – Mas foi aquela menina quem começou!

TEREZA – Calada! … Eu vi tudo!

CLARA – Não, por favor deixar eu sair daqui, já está doendo!

TEREZA – Não, você só vai sair daí quando eu mandar! Ah… E esquece janta por hoje, em!

CLARA – Não, por favor, eu estou morrendo de fome!

TEREZA – Pensasse nisso antes! Agora fica quieta e pare de chorar!

CLOSE EM CLARA

De Segunda à Sexta 20h30

realização

 

Pedro & Bianca – Episódio 15: Quando eu aceito o outro

Pedro_&_Bianca

Pedro agora estuda à noite e trabalha todos os dias na feira como ajudante do tio Éverton. Entre o trabalho duro, a escola noturna e o cansaço, seu namoro com Ciça vive um impasse. Quando Pedro pode sair, é Ciça quem tem de ficar em casa para cuidar de Juca, seu irmãozinho pequeno. No período noturno da Piquerobi, Pedro conhece e se sente atraído por Roseli, aluna negra mais velha do que ele. Numa noite eles vão para um baile ?samba-rock?, com predominância de frequentadores negros e lá Pedro sente-se um estranho no ninho. O namoro de Bianca com Caio evolui tanto que ele quer apresentá-la, num jantar, a sua mãe, Adélia. Durante esse jantar, Bianca percebe que Adélia não aprova o namoro de seu filho com uma garota negra. É um momento doloroso na vida de Bianca, mas ela não vai ficar sem reagir.

De Segunda à Sexta 10 da manhã

realização

Caminhos Opostos | Capítulo 04

LOGOPROVISORIO

CENA 1. PRAÇA. PARQUINHO. NOITE.

A chuva para. Ainda angustiada Marina se levanta e sai de baixo do escorregador. Assustada Marina começa a andar pela praça, frustrada e com fome e frio ela senta em um banco e desaba a chorar desesperadamente.

Martin, um garoto que passava no local, observa a situação de Marina e vai até ela oferecer ajuda.

MarnTIN – Ei você? – Tocando no ombro de Marina

Marina se vira assustada.

MARINA (assustada) – Quem é você?!

MarnTIN – Eu me chamo Martin…

MarinA – O que você quer comigo?!

MarnTIN – Calma eu só quero te ajudar. Vem comigo!

MarinA – Não. Vai embora!

MarnTIN – Você deve estar morrendo de fome, se você ficar aí você pode ficar doente!

MarinA – E o que que você tem a ver com isso? Você não é nada meu!

MarnTIN – Vamos, confie em min. Eu já passei por essa situação também e sei o quanto é ruim, eu só quero te ajudar. Vem comigo.

Marina se levanta do banco de cabeça baixa com a consciência pesada, olha para Martin, pensa no que o garoto já deve ter vivido e decide aceitar a ajuda dele ao perceber que ele só queria seu bem.  

CENA 2. AEROPORTO. SALA DE EMBARQUE. NOITE.

Valéria e Oscar aguardam o seu voo ser anunciado.

VALÉRIA (confiante) – Não vejo a hora de chegar!

OSCAR – Eu imagino meu amor. Você vai gostar, lá é lindo, é outro mundo!

VALÉRIA – Obrigada por tudo meu amor, te amo! Você tem me ajudado muito, sabia!

OSCAR – Imagina meu amor, eu também te amo e só quero que você seja feliz.

Em silencio Valéria lembra de Clara e Marina, e fica com a consciência pesada

OSCAR – O que foi meu amor? Você ficou tão quieta.

VALÉRIA – Nada não meu amor, só estou pensando um pouco na vida.  – Diz dando um sorriso sem graça, disfarçando a preocupação com Clara e Marina.

O embarque do voo de Oscar e Valéria é anunciado nos altos falante.

OSCAR – É o nosso meu amor. Está preparada para embarcar rumo ao seu futuro? – Diz sorrindo para Valéria

VALÉRIA – Nunca estive tão preparada! – Diz suspirando 

Os dois dão um selinho e se abraçam, em seguida pegam as malas e se dirigem até o portão de embarque. 

CENA 3. LAR “CAMINHOS”. EXT.  NOITE.

SONOPLASTIA: Ink – Coldplay

Chove no momento. Martin e Marina chegam correndo no lar onde mora o Martin.

MARINA – Essa é sua casa?

MARTIN – É a casa da dona Cida, é aqui que eu moro.

MARINA – Que casa linda!

MARTIN – Aqui é um lar, onde ela abriga crianças que não tem para onde ir. Ela é a melhor pessoa do mundo! Eu vou dar um jeito de você morar com a gente

MARINA – Nós não vamos entrar?

MARTIN – É… que já são seis crianças na casa. Mas você pode ficar ali naquela casinha de madeira, enquanto eu converso com a dona Cida. Vamos lá!

Os dois seguem até a casinha de madeira onde as crianças do lar costumam brincar.

MARTIN – Espera aqui, eu vou la dentro pegar algo para você comer e já volto.

MARINA – Está bem.

Então Martin entra sorrateiramente na casa e vai até a cozinha pegar algo para Marina comer.

CORTE DESCONTÍNUO:

Martin volta até a casinha de madeira onde é aguardado por Marina.

MARTIN (entregando para Marina) – Olha eu trouxe pão, e algumas frutas.

MARINA – Nossa, eu estou morrendo de fome!

MARTIN – Eu imagino (risos). Mas primeiro troca essas roupas aí, senão você vai ficar doente.

MARINA – Tá, então vire para traz (risos).

MARTIN – Ta bom…

Marina termina de se trocar

MARINA – Pode se virar

Martin se vira, e ri ao ver Marina

MARINA – Que foi que você está rindo?!

MARTIN – Nada não, é que você está parecendo a Aninha. (risos)

MARINA – Rum, engraçadinho…

MARTIN – Você ainda vai conhece-la.

Martin pega a toalha e enxuga levemente o rosto de Marina.

MARINA – Eu vou ter que ficar aqui escondida?

MARTIN – É só um pouquinho, até eu falar com a dona Cida.

Marina balança a cabeça fazendo sinal de sim.

MARTIN – Ó… Mas só tem uma coisa que aqui é proibido, ficar triste. Durma bem, se precisar é só me chamar, estou ali do lado.

MARINA – Está bem…

Martin então sai, mas rapidamente Marina o chama de volta.

MARINA – Martin, espera!

MARTIN – O que foi?!

MARINA – Me desculpa por ter sido grossa com você lá na praça.

MARTIN – Tudo bem.

MARINA – Obrigada por tudo!

Os dois se abraçam.

CENA 4. STOCK-SHOTS. PLANOS GERAIS DE SÃO PAULO. EXT. MANHÃ

A CAM foca no amanhecer na capital paulista. Muita agitação e euforia de pessoas andando nas ruas, correndo para o trabalho. Ritmo Lento.

CENA 5. ORFANATO. QUARTO.  MANHÃ

Tereza entra no quarto das meninas gritando, enquanto as meninas dormem.

TEREZA – Vamos, acordem suas preguiçosas, já está na hora! Vamos, vocês têm muito serviço a fazer! Anda, anda!

Todas as meninas acordam. Sem entender o que está acontecendo, Clara pergunta a Betânia.

CLARA – Bethânia, por que ela está gritando assim?

BETÂNIA – É que aqui nós temos que acordar bem cedo para fazer os deveres.

CLARA – Como assim, que deveres?

BETÂNIA – Nós temos que limpar a casa, o pátio, os banheiros a cozinha…

CLARA – Mas não tem faxineiros para fazerem isso, aqui?

BETÂNIA – Não, somos nós mesmas, infelizmente!

CLARA – Nossa, mas eu não sei fazer essas coisas!

BETÂNIA – Então é bom você aprender rápido, pois os castigos para quem não trabalha aqui são bem rigorosos.

CLARA – Ai meu Deus, e agora?

Tereza passa por Clara e Betânia.

TEREZA – Vamos, vocês vão ficar aí paradas conversando?! Suas preguiçosas!

BETÂNIA – Já estamos indo dona Tereza.

TEREZA – Pois não demorem!

CENA 6. LAR “CAMINHOS”. COZINHA.  MANHÃ.

Todos tomam o café da manhã, felizes no lar.

CIDA– Êh crianças, olha o cafezinho quentinho com leite!

Ao servir o café com leite para as crianças, Cida percebe a ausência de Martin.

CIDA– Crianças cadê o Martin?

HENRIQUE – Eu não sei não.

BENJAMIN – Eu também não.

ANA – Dona Cida, eu acho que ele saiu

CIDA (preocupada) – Nossa… Onde será que ele foi?

Cida então vai até a sala procura-lo, ao olhar pela janela, Cida fica surpresa ao ver Martin dando comida a alguém na casinha de madeira.

SONOPLASTIA: Ivo Mozart – Não Para

CLOSE EM CIDA SURPRESA

De Segunda à Sexta 20h30

realização

Pedro & Bianca – Episódio 14: Dinheiro Fácil

Pedro_&_Bianca

Pedro faz bicos como bike-boy, entregando encomendas pelo bairro. Seu Antonio, um de seus clientes, começa a pagar uma boa grana por fora para que Pedro entregue pacotes misteriosos em circunstâncias suspeitas. Pedro desconfia dessas entregas, mas é tentado pelo dinheiro fácil. Tudo se complica quando ele é emboscado e perde um dos pacotes do Seu Antonio. E agora? Como Pedro vai reembolsar seu Antonio pela perda de sua carga valiosa e ilegal? Bianca e Luara são seduzidas pela chance de se tornarem modelos. As amigas vão juntas a uma pequena agência do bairro para tirar suas primeiras fotos. Mas a alegria dura pouco: tempos depois, as fotos de Luara, em poses provocantes, surgem na internet vinculadas a um site de garotas de programa. Isso causa alvoroço entre os meninos da escola, humilhação e bullying em Luara. Bianca se divide entre o apoio à amiga e a tensão de ser a próxima a ter suas fotos vazadas na web.

De Segunda à Sexta 10 da manhã

realização

Caminhos Opostos | Terceiro Capítulo

LOGOPROVISORIO

CENA 1. RUA. MANHÃ

Marina se levanta da calçada e decide voltar.

MARINA – Preciso ir buscar a chave, e voltar com a Clara logo antes que a Valéria faça alguma coisa.

Marina então volta em passos apressados. Ao se aproximar da rua da casa de Valéria ela avista a mesma saindo de carro com Clara e se desespera.

MARINA: NÃO, NÃO, CLARA!

Marina começa a correr em direção ao carro a fim de alcança-las

MARINA: PARA ESSE CARRO VALÉRIA, PARAA!!

Marina grita desesperada para Valéria, mas ela não escuta.

Marina então avista uma bicicleta parada na garagem da casa vizinha com o portão aberto. Ao ver que não tem ninguém no local Marina decide pegar a bicicleta para tentar seguir o carro de Valéria.

CENA 2. CARRO/INT. RUA. MANHÃ

Sonoplastia: Melancolia de Marcio – Iuri Cunha

Valéria segue com Clara para o orfanato. Valéria dirige atentamente, sem esboçar alguma reação. Clara aflita resolve perguntar novamente para Valéria onde estão indo. 

CLARA – Para onde estamos indo?

Valéria suspira tentando criar coragem para dizer a Clara.

VALÉRIA – Calma já estamos chegando. – Diz aflita com a reação que Clara poderia ter ao saber da verdade.

CLARA – Eu não estou gostando disso, para o carro, eu quero sair! (Gritando) Para o carro, eu quero sair!

VALÉRIA  Calma Clara! Fica quietinha, nós já estamos chegando!

CENA 3. ORFANATO. ENTRADA/GRAMADO. MANHà

Ao chegar, Valéria entra com o carro até o gramado da entrada do rígido orfanato enquanto uma funcionaria desce até o gramado para recebe-las. Valéria estaciona o carro, desce e vai até a funcionaria conversar. Enquanto isso Clara a observa assustada dentro do carro.

Valéria então volta para buscar Clara no carro e a leva até a funcionaria.

CLARA – Que lugar é esse?

VALÉRIA –  É o orfanato “Luz”, e é onde você vai morar agora.

CLARA – Eu não quero morar aqui!

VALÉRIA (ignorando Clara) –  Vamos!

Valéria e Clara se aproximam da funcionaria

VALÉRIA – Essa é a dona Regina, é ela quem vai cuidar de você agora Clara.

Clara olha desconfiada para Regina, que a distrai oferecendo bala. Enquanto Valéria recua.

REGINA – Gosta de balas? – Diz Regina estendendo a mão para Clara com duas balas

Clara então pegas as balas, e logo ouve o barulho do carro de Valéria ligando e se desespera ao ver que Valéria está indo embora.

Clara tenta correr atrás de Valéria que já está saindo com o carro.

CLARA (gritando) – Não, não me deixa aqui, por favor! Por favor tô te pedindo, eu vou ser boazinha, eu juro! Não me deixa aqui!

Regina tenta conter Clara a segurando pelo braço.

REGINA – Para menina, fica quieta!

CLARA – Me solta, eu não quero ficar aqui! Valéria não me deixa aqui! (Gritando) EU QUERO MINHA IRMÃ, EU QUERO MEUS PAIS!

Regina solta dos braços de Clara, que corre desesperada até o portão, mas que fecha antes que Clara chegue. Próxima ao portão Clara olha de um lado para o outro, e aos prantos senta no chão agarrada as grades do portão.

Enquanto isso Regina observa Clara sem esboçar qualquer sentimento.

REGINA – Entre, daqui a pouco vamos almoçar. Estarei te esperando lá! – Diz entrando na sede do orfanato

Frustrada, Clara senta no gramado próxima as grades do portão aos prantos.

CENA 4. CASA DA VALÉRIA. SALA. MANHÃ

Sonoplastia: Telekinesis – Ghosts and Creatures 

Valéria chega em casa após deixar Clara no orfanato. Com a consciência pesada, Valéria senta no sofá, curva a cabeça e com os cotovelos apoiados sobre o colo coloca as mãos no rosto.

VALÉRIA – O que eu fiz?! Eu jurei para a Sílvia que cuidaria das meninas, e ela confiou em mim!

OSCAR – Você fez o que tinha que fazer meu amor. – Saindo do quarto de Valéria de surpresa.

VALÉRIA – Oscar?! O que você tá fazendo aqui? – Se levantando do sofá surpresa.

OSCAR – Cheguei hoje de manhã dos Estado Unidos e vim direto para cá, mas como não tinha ninguém resolvi esperar no seu quarto. Foi muito útil aquela cópia da chave que você me deu.

VALÉRIA – Mas por que veio sem mais nem menos? E nem me avisou que vinha.

OSCAR – Ué, eu vim te buscar para ir comigo para os States, esqueceu que agora é uma aluna de HarvardBom… agora vamos parar com esse interrogatório?

VALÉRIA – Poxa, mas podia ter avisado né.

OSCAR – Ah, eu quis fazer uma surpresa. Sabia que eu estou com saudade de você? – Diz agarrando Valéria.

VALÉRIA – É?… – Beijando Oscar

Os dois se olham fixamente

OSCAR – Te amo, sabia?

VALÉRIA  Também te amo!

Os dois começam a se beijar e o clima esquenta.

Oscar tira a camisa. Os dois caem no sofá e Oscar começa a tirar a blusa de Valéria.

VALÉRIA – É melhor irmos para o quarto meu amor!

OSCAR – Então vamos!

Oscar se levanta, pega Valéria no colo e a leva até a cama do quarto.

CENA 5. ORFANATO. ENTRADA/GRAMADO. MANHÃ

Ainda com algumas lagrimas escorrendo, Clara está sentada no gramado da entrada do orfanato em frente ao portão, quando é surpreendida por sua irmã Marina que chega de surpresa do lado de fora 

CLARA – Marina?! Que bom que você chegou!

MARINA – Sim, quase que eu me perdi de vocês. Mas consegui chegar!

CLARA – Marina eu não quero ficar aqui!

MARINA – Calma, eu vou dar um jeito de te tirar daí, e nós vamos para casa!

Regina aparece na porta da sede do orfanato para chamar Clara.

REGINA – Vamos, entre logo menina. Já estamos servindo o almoço!

Clara e Marina ficam apreensivas

MARINA – Clara, tenho que ir agora. Mas eu volto!

CLARA – Ta bom, mas não demora!

Marina rapidamente se esconde atrás de uma árvore. 

Regina vai até Clara.

REGINA – Você não vai entrar não menina?

CLARA – Já estou indo!

CENA 6. RUA. TARDE

Sonoplastia:  Ambiguidade – Victor Pozas 

É final de tarde e Marina resolve procurar abrigo antes que comece a chover.

MARINA – Droga, vai chover! Preciso achar logo um lugar para ficar! 

Marina anda distraída pelas ruas ao redor do orfanato em busca de abrigo quando um cara parcialmente bêbado meche com ela.

HOMEM – Eh lê lê! O que, que uma garotinha tão linda anda fazendo na rua sozinha uma hora dessa?

MARINA – Quem é você?! Nem te conheço cara!

HOMEM – Isso não importa agora! – Pegando no braço de Marina.

MARINA (gritando) – Que isso?! – Assustada.

Começa a chover, Marina tenta se soltar das mãos do cara.

MARINA (gritando) – Me solta seu infeliz! O que você quer comigo?!

HOMEM (gritando) – Fica quieta garota!

Marina consegue se soltar das mãos do cara, e tenta correr.

HOMEM (gritando) – VOLTA AQUI, VOCÊ NÃO VAI ESCAPAR! 

Já toda molhada da chuva, Marina corre desesperada pelas ruas à procura de abrigo a fim de se proteger do rapaz que a persegue com o intuito de abusa-la sexualmente.

MARINA – Me deixa, cara!!

RAPAZ (irônico) – Volta aqui garota, eu vou te mostrar o que se faz com crianças mal-educadas! 

MARINA (gritando com medo Socorro! Alguém me ajuda!

RAPAZ (agressivo)  – Não adianta você gritar, somos só eu, e você! (risos)Ninguém vai vim te ajudar!

O Rapaz então consegue agarrar Marina novamente. E começa a acariciar e beijar a garota.

RAPAZ (com tom irônico) – Você é linda sabia?!

MARINA (gritando assustada) – Me solta seu nojento, você fede. Seu monte de lixo! Que nojo!

Marina, com toda sua força consegue acertar uma joelhada no saco do rapaz, fazendo-o cair no chão. Marina ao conseguir se livrar dos braços do rapaz, sai correndo desesperada, quando avista uma caçamba de lixo em um parquinho de uma praça e rapidamente se esconde atrás.

RAPAZ – Onde você se meteu menina?! Volta aqui!

Frustrado, o rapaz desiste de procurar Marina e vai embora.

Ainda assustada Marina se debruça sobre os joelhos. Ao perceber que o cara foi embora, Marina se levanta e vai para debaixo do escorregador para se proteger da chuva. 

CENA 7. ORFANATO. QUARTO. NOITE.

Todos no orfanato se preparam para ir dormir. Quando Clara entra acompanhada por Regina no quarto feminino, que a leva até a cama onde ela irá dormir.

Ainda com algumas lagrimas escorrendo, Clara anda observando as outras meninas no quarto.

REGINA – É aqui que você vai dormir. – Diz apontando para a cama.

Enquanto Regina se retira, Clara senta na cama ainda muito abalada.

Bethânia outra órfã, percebe a tristeza de Clara e se aproxima dela para conversar.

BETÂNIA – Eu sei como você deve estar se sentindo. – Diz tentando puxar assunto ao sentar na cama do lado de Clara

CLARA (tímida) – Quem é você?

BETÂNIA – Eu sou Bethânia, e você?

CLARA – Me chamo Clara.

BETÂNIA – Que nome lindo. Bem-vinda ao orfanato.

CLARA – Obrigada. – Diz de cabeça baixa

BETÂNIA (tentando consolar Clara) – Fica assim não, primeiro dia é difícil. Mas depois você acostuma!

CLARA – Mas é que eu não sou daqui, eu tenho casa. – Segurando o choro

BETÂNIA – Ninguém é daqui boba, a gente tá aqui só por um tempo. Não é tão ruim assim, aqui a gente ganha roupas, brinquedos e tem bastante gente pra nós brincarmos. Ó agora vamos dormir antes que aparece alguma inspetora.

Então Betânia volta para a cama, enquanto Clara se ajeita em sua cama para dormir.

CENA 8. PRAÇA. PARQUINHO. NOITE.

A chuva para. Ainda angustiada Marina se levanta e sai de baixo do escorregador. Assustada Marina começa a andar pela praça, frustrada e com fome e frio ela senta em um banco e desaba a chorar desesperadamente. De repente alguém toca em seu ombro.

SONOPLASTIA:  Skank – Esquecimento

CLOSE EM MARINA SURPRESA

De Segunda à Sexta 20h30

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Pedro & Bianca – Episódio 13: Debutando

Pedro_&_Bianca

Bianca está ansiosa por sua festa de 15 anos. Zuzu investe o que não tem e faz permutas no salão para dar à filha uma noite inesquecível. O problema é que Bianca acha que seu vestido de baile está apertado e se recusa a alargá-lo. Para caber no vestido, ela, perigosamente, começa a tomar pílulas para emagrecer. Já Pedro quer aproveitar a grande noite ao seu modo. Com os amigos, prepara um quartinho no local da festa para ter sua primeira transa com Ciça. Pedro conseguirá ter sua sonhada primeira vez? E Bianca, mesmo linda em seu vestido de noite, irá viver sua noite de 15 anos como imaginou?

De Segunda à Sexta 10 da manhã

realização